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Minas Gerais é o primeiro estado a reconhecer e delimitar territórios de Povos e Comunidades Tradicionais

Trabalhador rural, agroextrativista em meio as plantações de cana. No assentamento americana, município de Grão Mogol, norte de Minas Gerais, Brasil

 

A Comunidade Geraizeira Núcleo Lamarão em Grão Mogol é a primeira a ter área declarada de interesse social no Brasil

Nessa sexta-feira (28) e no dia 19 de dezembro foram publicados três decretos que garantem a segurança jurídica de povos e comunidades tradicionais de Minas Gerais durante o processo de regularização fundiária rural de seus territórios.

Além de publicar o decreto 47.573/18 para reconhecimento de interesse social e reconhecimento de limite parcial ou total do território para fins de regularização fundiária da aldeia indígena Pataxó Gerú Tucunã no município de Açucena, e o decreto 47.574/18 da comunidade quilombola Quilombo da Lapinha em Matias Cardoso, Minas Gerais decretou, de forma pioneira, o decreto 679/18 para uma comunidade Geraizeira, Núcleo Lamarão – Fazenda São Francisco no município de Grão Mogol.

Para a assessora da Subsecretaria de Acesso à Terra da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda), Luiza Lino, com os decretos o estado consegue trazer segurança jurídica para povos e comunidades tradicionais até que seja finalizado o processo de regularização fundiária. “Acredito que este é, sem dúvidas, um importante passo no cumprimento da nossa missão de promover o desenvolvimento rural sustentável do estado por meio do acesso à terra. Sabemos que a luta por seus territórios são a principal demanda dessas comunidades junto ao poder público”.

“Esse decreto foi uma surpresa muito boa e uma alegria pra todos nós aqui da comunidade. Porque nós aqui sempre fomos muito prejudicados pelas empresas que chegam e não respeitam o direito de ninguém.  Antes nós não tínhamos, do estado, nenhuma uma segurança de nada. Agora a segurança que temos é a desse decreto. Agora a gente vê que o estado está olhando por nós”, declarou o Sr, Domingos Lisboa de Moraes, conhecido como Zé Beto, da comunidade Geraizeira Núcleo Lamarão – Fazenda São Francisco, do município de Grão Mogol.

Processo de titulação de territórios tradicionais em terras públicas e devolutas no estado de Minas Gerais

Para o povo ou a comunidade tradicional (PCT) dar início ao processo administrativo na SEDA ou noutro órgão competente pela regularização fundiária, ela precisa ter a certificação emitida pelo órgão competente: Comissão Estadual de povos e Comunidades Tradicionais, Fundação Cultural palmares ou FUNAI.

Iniciado o processo, ele pode se tratar de terra pública ou de terra não matriculada no nome do estado de Minas Gerais. No primeiro caso é publicado um decreto declarando a terra pública como sendo de interesse social, depois é emitida uma permissão de uso ou licença de ocupação ou então é elaborado um relatório técnico de identificação e delimitação territorial – RTID e posteriormente feita a autorização para concessão de domínio.

No caso das em terras não matriculadas no nome do estado de Minas Gerais, é elaborado um relatório técnico de identificação e delimitação territorial – RTID e  o processo pode seguir dois caminhos: Ou é feita uma ação discriminatória administrativa e posteriormente feita a autorização para concessão de domínio, ou é feito um decreto desapropriando o imóvel por interesse social, depois é emitida uma permissão de uso ou licença de ocupação e posteriormente feita a autorização para concessão de domínio.

Objetos dos Decretos:

Decreto 679 de 19 de dezembro de 2018

Declara de interesse social e reconhece o limite parcial do território da Comunidade Tradicional Geraizeira São Francisco – Núcleo Lamarão, para fins de regularização fundiária e titulação, com caráter gratuito, inalienável, coletivo e por prazo indeterminado, beneficiando gerações futuras.

Decreto 47.573 de 27 de dezembro de 2018

Declara de interesse social e reconhece o limite do território indígena do Povo Pataxó Gerú Tucunã, para fins de regularização fundiária.

Decreto 47.574 de 27 de dezembro de 2018

Declara de interesse social e reconhece o limite parcial do território quilombola da Comunidade de Lapinha, para fins de regularização fundiária e titulação, com caráter gratuito, inalienável, coletivo e por prazo indeterminado, beneficiando gerações futuras.

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Minas Gerais é pioneira na elaboração do Plano Estadual de Juventude e Sucessão Rural

Foto: Zu Moreira

Iniciativa tem o objetivo de estimular a permanência e a produtividade dos jovens no campo, alcançando uma faixa etária estimada em mais de 500 mil pessoas na zona rural mineira

Minas Gerais deu um importante passo para a permanência de jovens no campo e o fortalecimento da agricultura familiar, com a elaboração e a aprovação do Plano Estadual de Juventude e Sucessão Rural. O documento tem o objetivo de estabelecer ações do poder público para garantir o direito à permanência das juventudes rurais nos seus espaços, preservando assim a agricultura familiar mineira.

Estima-se que em todo o estado existem aproximadamente 505 mil jovens entre 15 e 29 anos que, em sua maioria, estão alijados das políticas públicas que garantam sua reprodução social, econômica e cultural.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário em exercício, Alexandre de Lima Chumbinho, o plano representa o compromisso que o Governo do Estado tem com as nossas juventudes e com a erradicação da pobreza rural.

São dezenas de ações prioritárias elencadas como fundamentais para que as juventudes rurais mineiras possam desfrutar de um futuro melhor com educação apropriada ao seu contexto, incentivos à geração de trabalho e renda no campo, mais qualidade de vida, respeito às diversidades, acesso à terra e ao território e a existência de espaços para que estes possam exercer efetivamente sua cidadania”, observa Chumbinho..

O plano foi aprovado por unanimidade pelos Conselhos Estaduais de Desenvolvimento Rural Sustentável (Cedraf-MG) e de Juventude (Cejuve-MG), no início de dezembro. Na última terça-feira (18/12) foi publicado no Minas Gerais a Deliberação Conjunta Cedraf-MG/Cejuve-MG, que aprovou o documento.

O plano foi construído no âmbito do Grupo de Trabalho Juventude Rural do Cedraf-MG, sob a coordenação da Coordenadoria de Juventudes Rurais e Educação do Campo da Seda. Desde 2017, foram realizadas diversas reuniões, seminários e encontros com jovens de todas as regiões de Minas Gerais e que participam dos principais movimentos e organizações de juventudes rurais.

O documento, que entra em vigor a partir de sua publicação, propõe ainda a criação de um Grupo Gestor Permanente, de caráter intersetorial, para operacionalizar a sua execução; e, um Grupo de Trabalho Permanente formado por membros do Cedraf-MG e do Cejuve-MG para o exercício do controle social.

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Decreto estabelece promoção da alimentação saudável em escolas públicas e privadas de Minas Gerais

 

Decreto veio contribuir muito com as orientações referentes à alimentação saudável, observa referência técnica da SEE

A partir de agora, todas as escolas públicas e privadas de Minas Gerais devem seguir uma série de ações para promoção da alimentação adequada, saudável e sustentável, incluindo o incentivo ao consumo de alimentos como frutas, legumes e verduras. Além disso, fica proibido o fornecimento e a comercialização de produtos e preparações com altos teores de calorias, gordura saturada, gordura trans, açúcar livre e sal, ou com poucos nutrientes.

As determinações integram Decreto Estadual nº 47.557 publicado no Diário Oficial Minas Gerais nesta semana. Por meio dele, também fica proibida a exposição, nas escolas, de materiais publicitários que tenham como objetivo persuadir crianças e adolescentes para o consumo de produtos com alto valor calórico, incluindo aqueles que utilizem personagens, apresentadores infantis, desenhos animados ou de animação, entre outros materiais com apelo ao público infantil e jovem.

A proibição do fornecimento de alimentos com alto teor calórico se estende aos vendedores ambulantes posicionados nas entradas e saídas das instituições de ensino, estabelecimentos comerciais localizados no interior das escolas, empresas fornecedoras de alimentação escolar e serviços de entrega em domicílio (delivery).

As ações e atividades propostas pelo decreto foram discutidas e elaboradas por um grupo de trabalho, formado por representantes das Secretarias de Estado de Saúde (SES-MG) e Educação (SEE), e Câmara Governamental Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Caisans-MG), pertencente à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

Além de estratégias para a efetiva promoção da alimentação adequada e saudável nas escolas, o decreto também engloba algumas ações do Plano de Ação para Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), como a restrição da publicidade e a regulamentação da venda de alimentos e bebidas não saudáveis para crianças nas escolas.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário em exercício, Alexandre Chumbinho, a promoção da alimentação saudável e sustentável nas escolas é um compromisso com o futuro.

“Atualmente, se come muito mal no ambiente escolar, já que há muita oferta de alimentos ultraprocessados riquíssimos em açúcar, sal e uma infinidade de conservantes. Em alguns países desenvolvidos, já há preocupação em incentivar a segurança alimentar através de uma oferta mais qualificada nas escolas. Minas Gerais dá um importante passo na construção de uma sociedade mais saudável e sustentável, cuidando da saúde alimentar das gerações futuras”, afirma.

De acordo com a referência técnica da Coordenadoria de Alimentação e Nutrição da SES-MG, Nathália Ribeiro, uma alimentação desequilibrada pode levar a problemas de saúde que também têm acometido o público infantil e jovem.

“É preciso considerar que a mudança no padrão da alimentação do brasileiro, principalmente entre crianças e adolescentes, caracterizada pelo aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e a redução no consumo de alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, arroz, feijão, legumes e verduras, está relacionada ao aumento da obesidade e de doenças como o diabetes, a hipertensão, e alguns tipos de câncer nessa faixa etária. Essas doenças eram associadas, anteriormente, apenas a adultos e idosos”, explica.

O decreto regulamenta a Lei n° 15.072, de 05/04/2004, que dispõe sobre a promoção da educação alimentar e nutricional nas escolas públicas e privadas do sistema estadual de ensino (a lei já vedava o fornecimento e a comercialização de alguns tipos de alimentos nas escolas). Em 2010, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) publicou a Resolução nº 1.511 de 26/02/10, orientando a aplicação da lei, entretanto, apenas nas escolas estaduais.

A responsável técnica do Programa de Alimentação Escolar em Minas Gerais, Tatiane Guimarães, explica que os cardápios da SEE disponibilizados às escolas estaduais já trazem, em sua maioria, alimentos tanto in natura, como também minimamente processados. Eles são fornecidos gratuitamente aos alunos, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“Para a SEE, o decreto veio contribuir muito com as orientações referentes à alimentação saudável, que já repassamos aos alunos e gestores, através do PNAE, auxiliando ainda mais as escolas no combate às guloseimas e alimentos processados”, observa.

O decreto considera as escolas como um espaço com potencial para promover saúde e qualidade de vida, influenciando na formação de hábitos saudáveis e no desenvolvimento de habilidades para a promoção do bem-estar dos alunos e da comunidade. A alimentação adequada e saudável compreende a prática alimentar apropriada aos aspectos biológicos e socioculturais dos indivíduos e que seja ambiental, cultural e socialmente sustentável, harmônica em quantidade e qualidade.

Por meio do documento, também fica instituído o monitoramento da situação nutricional dos estudantes e a inserção da Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no projeto pedagógico das escolas públicas e privadas, para que um conjunto de ações formativas, de prática contínua e permanente seja realizado.

Os estabelecimentos comerciais localizados no interior das escolas e as empresas fornecedoras de alimentação escolar devem disponibilizar para a venda ou consumo, diariamente, pelo menos uma variedade de fruta da estação, in natura, inteira ou em pedaços. Além disso, ao comercializar sucos e vitaminas, estes devem ser preparados sem adição de açúcar ou adoçante.

Fiscalização

Segundo a diretora de Vigilância em Alimentos da SES-MG, Ângela Ferreira, a Vigilância Sanitária Municipal ou Estadual (de forma complementar) é que deverá ser responsável por fiscalizar a comercialização dos produtos, além de realizar o controle sanitário das cantinas escolares.

“A vigilância sanitária cumprirá o seu papel de promoção e proteção da saúde e a fiscalização se dará na forma da lei, sendo a execução de responsabilidade do município, com o apoio, sempre que necessário, do Estado – e de forma complementar”, explica a diretora.

A fiscalização dos ambulantes deverá seguir a legislação municipal e passará a conferir, além das condições de limpeza e higiene, procedência e qualidade dos alimentos, de acordo com o previsto pelo decreto. Todas as escolas públicas e privadas, estabelecimentos comerciais localizados em seu interior e os fornecedores de alimentação escolar terão o prazo de cento e oitenta dias, a partir da publicação do decreto, para se adequarem à nova regulamentação.

Dados epidemiológicos

O percentual de obesidade em crianças mineiras de 0 a 5 anos acompanhadas nos serviços de Saúde do SUS, em 2015, era de 8,79%. Já em crianças de 5 a 10 anos, no mesmo ano, a estimativa era de 9,62%. Os dados são do Sisvan Web, sistema de dados do Ministério da Saúde.

Já a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), do IBGE, de 2015, aponta que: 41,6% dos adolescentes brasileiros do 9º ano relataram consumo de guloseimas cinco ou mais dias da semana; 26,7%, consumo de refrigerantes; e 31,3% consumo de ultraprocessados salgados (hambúrguer, presunto, mortadela, salame, linguiça, salsicha, macarrão instantâneo, salgadinho de pacote, biscoitos salgados).

 

Fonte: Agência Minas.

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Mulheres do campo ganham visibilidade com diagnóstico e livro produzidos pelo Governo de Minas Gerais

Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda) e Fundação João Pinheiro (FJP), realizou o lançamento do livro “Mulheres do Campo de Minas Gerais: Trajetórias de Vida, de Luta e de Trabalho com a Terra” e apresentação do Diagnóstico Quantitativo das Mulheres do Campo de Minas Gerais.

O secretário da Seda, Alexandre Chumbinho, representou o governador Fernando Pimentel no ato e ressaltou as ações do governo em prol do empoderamento das mulheres do campo. “O lançamento do livro e do diagnóstico é um marco para o Governo de Minas Gerais, esse material vai subsidiar o Estado na elaboração de políticas públicas específicas para as mulheres do campo e com certeza atravessará gerações”, disse.

“Eu li os relatos e confesso que fiquei muito emocionado, porque pude conhecer sobre essas trajetórias e sobre essa invisibilidade. Esse livro torna visível uma luta que é extremamente presente no Brasil”, disse o presidente da Fundação João Pinheiro, Roberto do Nascimento Rodrigues.

Em 2015, a Articulação de Mulheres do Campo de Minas Gerais apresentou ao governador 25 demandas, dentre elas, a necessidade de construção de um diagnóstico capaz de traçar um panorama das reais necessidades das agricultoras familiares.

Foi construído um diagnóstico, por meio da recuperação de dados estatísticos e dos registros disponíveis sobre essas mulheres que visa fornecer subsídios para que gestores públicos direcionem esforços e recursos de forma coerente para a elaboração de políticas adequadas a esse segmento da população.

Outro produto construído foi o livro intitulado “Mulheres do Campo de Minas Gerais: trajetórias de vida, de lutas e de trabalho com a terra”; doze livretos contando a biografia das mulheres que participaram da pesquisa voltados à educação infanto-juvenil e um DVD contendo 8 vídeos produzidos pela Rede Minas que foram veiculados no programa “Mulhere-se” na série Mulheres do Campo de Minas Gerais.

“Foi frisada por essas mulheres a importância de estudos que desvelassem a presença e a participação intensa delas nas diferentes atividades econômicas do campo. Muitas pesquisas foram desenvolvidas sobre as mulheres da cidade, poucas se dedicaram às mulheres do campo e, consequentemente, elas sofrem com a invisibilidade”, conta a organizadora do livro e pesquisadora da Fundação João Pinheiro, Marina Alves Amorim.

A representante da Articulação de Mulheres do Campo de Minas Gerais, Sônia Aparecida de Souza, também reforçou a questão da invisibilidade e ponderou que o lançamento do livro é um momento de mostrar para a sociedade a realidade das mulheres que vivem no campo.

“Fiz parte da discussão sobre a pesquisa desde o início e é muito bom esse resultado, pois antes não existiam dados sobre como é a nossa vida no dia a dia. Espero muito que esse livro chegue a todas as escolas para que os jovens, nossos filhos e netos, possam conhecer um pouco da nossa realidade”, completou.

Para a Coordenadora Estadual da Educação do Campo e Educação Indígena da Secretaria de Estado de Educação, Érica Fernanda Justino, o material elaborado com a presença das mulheres, do ponto de vista da educação do campo, é a construção de uma política que dialoga com esse público.

“Essas mulheres conseguiram trazer para esse material tudo o que a gente coloca como perspectiva desse movimento de luta, é o protagonismo dessas mulheres como princípio norteador de uma política de educação. O resultado disso é uma dimensão pedagógica do trabalho no campo”, disse.

Também participaram do evento a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Larissa Amorim Borges; e os órgãos que também fizeram parte da construção deste trabalho: a diretora do programa Mulhere-se da Rede Minas, Sara Ribeiro Pena Forte, representando a Presidente da Rede Minas; e a Pesquisadora do Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Minas Gerais), Denise Nacif Pimenta.

Sobre a pesquisa

Na primeira fase foi realizada uma análise quantitativa de abrangência estadual com a recuperação de dados estatísticos e de registro disponíveis sobre essas mulheres. E na segunda, a partir de visitas locais e entrevistas de história oral, foi produzida a biografia coletiva de 12 mulheres de comunidades rurais de Minas Gerais, representantes dos seguintes movimentos integrantes da Articulação das Mulheres do Campo: FETRAF/CUT (Espera Feliz); GRAAL (Itinga); Codecex (Diamantina); Coletivo de Mulheres Organizadas do Norte de Minas (Porteirinha); MST (Campo do Meio); AMAU (RMBH); MAB (Itueta); Mov. Mulheres da Z. Mata e Leste de Minas (Divino); Federação Quilombola (Passatempo); Marcha Mundial das Mulheres (Simonésia); FETAEMG (Santa Fé de Minas); GT Gênero e Agroecologia (Montes Claros).

O diagnóstico; o livro e livretos; e o conteúdo audiovisual produzido pela Rede Minas estão disponíveis para download no site: http://mulheresdocampo.fjp.mg.gov.br

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Seda prorroga inscrições para o Edital de Transferência Tecnológica de Touros da Raça Gir para Melhoramento Genético

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O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, prorroga para o dia 09 de Março de 2018 as inscrições para o chamamento público para selecionar organizações da sociedade civil (OSC), visando à celebração de Acordos de Cooperação com a finalidade de transferir a tecnologia de melhoramento genético desenvolvida pela EPAMIG para ampliar o rebanho bovino a partir do cruzamento e formação do gado mestiço ou de novas raças com boa produção de leite. O edital prevê a doação de quarenta (40) touros de raça GIR e treinamentos técnicos de 08 horas, direcionados para a bovinocultura realizada por agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, assentados pela reforma agrária e famílias atingidas por empreendimentos hidrelétricos.

As organizações interessadas em participar deverão preencher o formulário de inscrição, possuir cadastro ativo no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, enviar cópia do cartão de um produtor rural vinculado à entidade e enviar as declarações exigidas no Edital 003/2017 SEDA  (clique aqui e acesse o edital)

O objetivo é incorporar ao rebanho bovino leiteiro da agricultura familiar quarenta (40) touros jovens, resultado do programa de seleção e melhoramento da raça Gir, desenvolvido pela EPAMIG (touros registrados na ABCZ com idade entre 24 e 42 meses, com capacidade reprodutiva atestada e exames sanitários pertinentes – Brucelose e Tuberculose). As doações serão realizadas conforme a distribuição por território detalhado abaixo:

Territórios N° de Animais
Triângulo Norte 5
Triângulo Sul 5
Sul 5
Sudoeste 5
Mata 5
Caparaó 5
Noroeste 5
Vertentes 5

Além disso, serão realizadas seis (6) capacitações regionais, cada uma com duração de 8 horas, com os seguintes temas: nutrição animal e manejo de pastagens, reprodução anima e manejo sanitário, cruzamentos e melhoramento genético, sistema de produção e gerenciamento da atividade leiteira.

De acordo com a publicação no Diário Oficial sobre a prorrogação, segue o novo cronograma:

ETAPA DESCRIÇÃO DA ETAPA Datas
1 Publicação do Edital de Chamamento Público. 23/12/2017
2 Envio das propostas Até o dia 09/03/2018
3 Etapa classificatória de avaliação pela Comissão de Seleção 12/03/2018 à 16/03/2018
4 Divulgação do resultado preliminar. 19/03/2018
5 Interposição de recursos contra o resultado preliminar. até26/03/2018
6 Interposição das contrarrazões 27/03/2018 e 28/03/2018
7 Análise dos recursos pela Comissão de Seleção 29/03/2018 à 05/04/2018
8 Análise das Contrarazões pela Comissão de Seleção 29/03/2018 à 05/04/2018
8 Homologação e publicação do resultado definitivo da fase de seleção, com divulgação das decisões recursais proferidas (se houver). 06/04/2018

 

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Programa de feiras livres ajuda a ampliar renda da agricultura familiar

Só neste ano o Governo de Minas Gerais distribuiu  cerca de 150 kits de feira livre, com investimentos que chegam a R$ 1,5 milhão.
 
O Projeto de Apoio às Feiras Livres da Agricultura Familiar (Aqui tem Feira!), desenvolvido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda), tem contribuído para ampliar a renda da agricultura familiar. Só neste ano o Governo de Minas Gerais distribuiu para associação de agricultores familiares cerca de 150 kits de feira livre, com investimentos que chegam a R$ 1,5 milhão. A previsão é que até o fim do ano, os recursos cheguem a R$ 2 milhões. Cada kit feira é composto por 10 barracas, 20 jalecos, 60 caixas plásticas e duas balanças de precisão.
“O programa tem avançado e indica que o Estado enxerga a ação como um ponto de partida para a valorização dos feirantes da agricultura familiar”, afirmou nesta quinta-feira (10) o coordenador do Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica (CAV), Valmir Soares, durante abertura em Araçuaí do VIII Seminário de Feiras Livres e Políticas Públicas do Vale do Jequitinhonha.
A realização do evento, em parceria com o Núcleo de Apoio à Agricultura Familiar Justino Obers (Núcleo PPJ), integra um conjunto de ações realizadas pelo CAV com o apoio da Seda. Representantes de associações de cerca de 40 municípios das regiões do Vales do Mucuri e do Vale do Jequitinhonha participaram do seminário.
Suporte técnico
O subsecretário de Agricultura Familiar da Seda, Luiz Ronaldo Baku, destacou o trabalho do CAV no acompanhamento das feiras livres. Para ele, o suporte técnico é fundamental para agregar valor aos produtos e oferecer cada vez mais produtos mais saudáveis e sem agrotóxicos.
“Não basta distribuir os kits feira. Temos que fazer o acompanhamento da ação e o trabalho do CAV é muito importante para suprir a demanda por suporte técnico”, disse.
Atualmente, o CAV faz o acompanhamento de feiras livres em seis municípios do Vale do Jequitinhonha: Turmalina, Veredinha, Minas Novas, Chapada do Norte, Berilo e Leme do Prado.
Segundo diagnóstico da entidade, 70% dos produtos comercializados são hortaliças. O restante se divide entre frutas, legumes, derivados da cana, do mel, do leite e da mandioca, além de proteína animal.
“A feira livre é o principal canal para que os agricultores familiares vendam seus produtos. Além de ser uma alavanca para o desenvolvimento econômico local, porque o dinheiro gira no próprio município, a feira também é também um dos principais eventos sociocultural da região”, disse Valmir Soares. Apenas em Turmalina, segundo o CAV, a feira movimenta, por mês, de R$ 140 mil a R$ 200 mil.
 
Da construção civil para feira
Um exemplo da importância da feira livre para a agricultura familiar é a experiência do agricultor familiar Edmar Rodrigues Souza. Casado e pai de três filhos, há oito meses ele deixou de lado o trabalho de servente de pedreiro na construção civil para investir na agricultura familiar.
Graças a um projeto de irrigação desenvolvido em parceria com a CAV, Edmar cultiva hortaliças, cenoura e beterraba em seu terreno, há 10 quilômetros de Veredinha. Todos os sábados ele ocupa uma das barracas doadas pela Seda à Associação dos Feirantes de Veredinha (Afave), para realização da feira na Praça do Cruzeiro, no centro da cidade.
“Graças ao dinheiro da feira posso sustentar minha família. Ainda faço alguns bicos, mas minha renda vem da roça”, conta Edmar Soares.
De acordo com o coordenador do CAV, Valmir Soares, o objetivo do seminário é construir as bases para que os municípios tenham uma política pública definida em relação às feiras livres.
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