Para além do papel: A importância dos processos comunicativos na criação, execução e monitoramento das políticas públicas.

IMG_2290 (1)

Para se executar bem algo, primeiramente é preciso compreender sua finalidade. Metas claras. Objetivos definidos. É necessário saber aonde se quer chegar, pois, para quem não sabe, qualquer lugar serve.

Mais importante do que apenas criar políticas públicas é sua execução. A concretização efetiva delas. Leis, Termos de Cooperação Técnica, Decretos, etc., são importantes, mas isso é apenas parte do processo. Ir além é preciso.

O que se espera de uma secretaria de estado cuja missão é promover o desenvolvimento rural sustentável e que determina que o fará por meio de 3 caminhos, a saber: democratização do acesso a terra; inclusão e dinamização produtiva da agricultura familiar e  promoção da segurança alimentar e nutricional?

Pois bem, para avaliar a efetividade de uma política pública basta analisar se esta gerou uma mudança concreta e para melhor na vida de quem se propôs. É preciso entender que não adianta ter uma série de políticas públicas se elas não chegarem a quem delas precisa e para quem foram criadas. É aí que se percebe a importância do processo comunicativo. Considerando que se trata de algo dinâmico e contínuo, sua gestão é imprescindível como ferramenta de gestão pública.

Para desenhar uma política pública eficiente é fundamental que se conheça a realidade de quem pretendemos modificar. É por isso que o Ouvir para Governar tem tido tanto êxito. Quem, melhor do que os sujeitos a serem impactados pelas políticas públicas para dizerem do que precisam?

Depois desta fase vem a fase do planejamento, que também é comunicação. Ou planejar não é uma gestão da informação? Estas informações coletadas viram dados, que, depois de organizados, viram problemáticas que precisam de soluções. Bons gestores públicos são criadores de soluções. Estas possíveis soluções são traduzidas em ações, programas e políticas. Pronto! Metade do processo executado. O grande erro de muitos gestores é parar por aqui. Isso é apenas parte do processo. O desafio seguinte é fazer tudo isso sair do papel e se transformar em entregas. Mais uma vez nos deparamos com a importância da comunicação. Os sujeitos de direito precisam saber o que temos para oferecer e como acessar.

Da mesma forma que o ciclo do processo comunicativo só se encerra com o feedback, a execução da política pública só pode ser finalizada quando se avalia o impacto das entregas. Elas foram suficientes? Mudaram a vida das pessoas para melhor? Transformaram realidades? Fazer estas perguntas é monitorar os resultados e as resposta obtidas é a chave que reabre todo o ciclo. Tanto do processo comunicativo quanto da criação de políticas públicas.

Nisso a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário – Seda tem se destacado, pois, com menos de 1 ano, se preocupa em transformar demandas em informações; Informações em problemáticas; Problemáticas em possíveis soluções; Possíveis soluções em políticas públicas e políticas públicas em entregas! Isso mostra que se trata de uma secretaria que entende sua missão. Entende os processos comunicativos como inerente ao processo. Tem o diálogo com seus diversos públicos como pressuposto básico para o alcance de seu objetivo.

Afinal, o que se espera de uma secretaria de estado cuja missão é promover o desenvolvimento rural sustentável?

Que o faça com excelência!

Débora Sales – Relações Públicas, ASCOM – Seda.